Você é singular ou plural?

Diga-me com quem andas e lhe direi quem és

Acredito que este era o ditado principal da minha mãe em seus sermões endereçados à  mim e ao meu irmão. Eram sempre finalizados com um  – Olhe com quem anda!

Embora na época eu achasse aquilo de uma implicância terrível com algumas de minhas amigas, hoje entendo que no fundo, mãe tem razão.

Era a forma de aprendermos que a coletividade nos identifica e nos traz conseqüências.

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Nascemos seres singulares, formamos uma personalidade própria e fazemos escolhas. Muitas certas e muitas erradas e com tudo isso aprendemos.

E escolhas são escolhas, tribos são tribos e convivência molda.

Atire a primeira pedra,  a mãe que nunca questionou as companhias dos filhos ou que nunca desejou  seu filho à metros de distância daquele serzinho mal educado que passou por você na porta da escola. Eu já e cada vez que estou em um parquinho com meus filhos, tenho mais vontade de deixá-los presos em casa.  Mas não dá né, estão aí para o mundo.

Sejam filhos na escola ou nós na vida, somos seres coletivos. Somos plurais. Somos DE alguém,  DE algum grupo ou DE algum lugar.

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Pode não ser o que eu fiz, mas o que meu filho fez.

Pode não ser o que eu falei, mas o que o meu marido falou.

Pode não ser o que eu opinei, mas o que meu grupo opinou.

Pode não ser o que eu disse, mas o que meu superior disse.

Pode não ser o que eu executei, mas o que meu parceiro executou.

Enfim … entenderam onde quero chegar?

No “diga-me com quem andas e lhe direi quem és” de todas as mães.

Entendermos que somos alvo da coletividade.  Que ao formarmos família somos plurais. Ao trabalharmos respondemos por um grupo. Ao colocarmos o pé para fora de casa somos a “Cintia mãe do Felipe”, “a Maria do João”, “ o Mauro da Shell”, “o Rubem do prédio” e a “menina da mãe louca”.

Não respondemos mais apenas por nós. Somos mocinhos e vilões deste teatro da vida,  ensenando uma peça que não é monólogo.

E sempre que surgir dúvida, a análise do contexto geral sempre ajuda.

Por Cintia Almeida,  que adota, entende e  indica: ” Olhe com quem anda”.

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2 comments

  1. Escutei a vida toda,hoje concordo e uso. Mas acho importante a diversidade, principalmente quando eles avaliam, e dao opiniao sobre o comportamento errado ou diferente de alguma outra crianca, isso me da abertura a conversar e fazer uma avaliacao conjunta e mostrar o ponto de vista que eu acho correto. Acho que este é mesmo o principio, preparar para o mundo. Nao vou poder colocá-los em uma bolha, apesar da vontade!

    1. Olá Paty, é exatamente isso, não vamos poder protege-los e conversar sobre tudo é sempre importante. E na vida sempre temos que pensar coletivamente, pois muitas vezes sofremos dores que não são nossas ou por coisas que saem das nossas mãos!! Adorei seu comentário!!! Bjks

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