Pressão no trabalho, qual o limiar entre o necessário e a falta de senso?

 

Estamos em tempos de competição acirrada entre mercados, entre empresas e internamente dentro das corporações. Profissionais são cada vez mais exigidos a usarem seus conhecimentos e se aprimorarem o tempo todo. Existe pouquíssimo espaço para erros e as manobras passaram a ser radicais!

Isto não é novidade para ninguém. Conflito entre conhecimento e juventude e uma dança quase que insana de cadeiras! Em cena a velha lei da Oferta e Procura, ou seja, épocas de poucas vagas e muitos profissionais qualificados e/ou muito qualificados à disposição. A cobrança por resultado   aumenta e a necessidade de produtividade, nem se fala. No ar, paira tensão e incertezas O ambiente chega a exalar certo caos!

Exagero? Garanto que não. Todo anos inicia-se dessa forma. Muitos profissionais estão acostumados a  isto e já “tiram de letra”. Vestem suas capas de chuva e enfrentam a tempestade de cabeça erguida, peito aberto e passadas bem firmes. Alguns mesmo assim, infelizmente, a “enxurrada leva”, para outros, a validade vence. Mas, tem aqueles que chegam do lado de lá e esses encontram o “novo céu de brigadeiro”.

É claro que pressões exercidas de forma positiva são estimulantes e motivam qualquer pessoa. E inclusive existem aquelas que com certeza, trabalham muito melhor sob a pressão.

Acredito também que as pessoas podem ter momentos diferentes, onde  sabem lidar melhor com a pressão e outros nem tantao. Tem a haver com momento de vida e maturidade que não necessariamente relacionam-se com a idade do indivíduo.

Encontrei diversas “dicas” na internet para lidar ou blindar das pressões do trabalho. Na maioria cita-se a palavra “sobrevivência”. É nessa hora que faço aqui uma pausa para reflexão: você já  percebeu como a quantidade de  casos de depressão, stress, problemas de sono, internamentos e porque não alguns, irreversíveis, que resultam em mortes prematuras aconteceram nos últimos tempos? Conheço casos de profissionais que tiveram ataques de coração fulminantes e outros que surtaram literalmente e até “perderam” suas famílias…

Todo este blá blá blá escrito até agora, é para dizer e quase que afirmar, que a pressão em demasia e fora de propósito gera resultados diferentes do esperado. Tradução? Que os ambientes de trabalho que ficam insalubres desencadeiam a falta de produtividade, infelicidade e até a inércia. Cobrar e exercer pressão exige uma responsabilidade enorme de quem o faz. Mais ainda do que para quem recebe. E afirmo com todas as letras que quem exerce de forma inadequada está sim, muito pré-disposto a ter problemas sérios de saúde e a minar negativamente sua equipe! Ai entra a falta de senso e sai o necessário.

Se pensarmos, este limiar entre a pressão positiva e negativa é bem tênue. Acredito que as corporações devem investir recursos em suas áreas de RH, para conseguir identificar, auxiliar e suportar profissionais que estão em posições de liderança e necessitam “exercer a pressão em toda a sua cadeia”.

Não vou usar de utopia e dizer que temos que trabalhar em ambientes “Pollyana”, jogar o jogo do contente, etc. Mas usar um olhar mais apurado e verdadeiro para o seu habitat corporativo e seus comandados, assim como o ouvir de forma genuína, se dispor a auxiliar e dar direcionamentos claros fará toda a diferença!

Que tal experimentar essa receitinha e colocar a felicidade em seu ambiente corporativo? Seja um líder e não apenas um chefe carrancudo!

Achei fantástica a tirinha abaixo do Maurício de Sousa  que vi no Linkedin:

Por Pathy Bertão que acredita que sim é possível empresas e equipes de alto rendimento e resultado serem felizes!!!!!!

 

 

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