Desabafo de uma mãe!

Desabafo de uma mãe!

Confesso, realmente é muito difícil ter um filho que precisa de inclusão. Encontramos tanta, tanta, tanta rejeição, hipocrisia, falta de amor e acolhimento, que não consegue-se mensurar.

Existem pessoas que cruzam nosso caminho e ao mesmo tempo que possuem  conhecimento técnico e profissional invejáveis são completamente ignorantes de afeto, amor e carinho! Sorriem e nos açoitam com palavras delicadas que saem apenas da boca para fora. Um sentimento tosco de solidariedade que nos indigna.

Sinceramente, muitas vezes, tenho vontade de chacoalhá-las  tanto para ver se a ficha cai. Mas é complexo. A ficha parece estar enroscada na entrada, não entra, enverga!

É zero empatia… É zero calor humano. É zero querer entender e enxergar através dos olhos e dento do coração.

Aliás, é tão mais fácil lidar com a dita normalidade, né? Com aquela que você consegue tratar escondendo sua inabilidade de tratar o diferente através de regras. Sim, regras estão descritas numa folha de papel! Sair mais a esquerda ou à direita, punição. Viu como é fácil? Controle… Meu ou Seu?

Ah, e o sentimento de pena que demonstram? É nojento, sem graça e chega à  beira da idiotice. Aquele olhar de peixe morto,  a cabeça pendente para um dos lados, e as mãos entrelaçadas em sinal de oração. Nossa, é uma visão que não desejo a ninguém. É um sentimento tão raso e inóspito que chega a ser quase impossível de descrever.

O pior é que quando se encontra seres assim e reagimos em busca de proteção e luta, somos  tachados  de sentimental, de loucos, de incompreensíveis, de fora da casinha… Mas vou te contar uma coisa… Sou o tipo de mãe que carrega em seu DNA 100% de coruja e 100% de leoa… Então ser louca e sentimental não faz parte de uma característica. Faz parte de mim integralmente.

Rezo todos os dias para que essas pessoas encontrem AMOR em suas vidas. Eu sim tenho motivos genuínos para sentir pena delas.

A inclusão é como um espelho. Quem está em processo de inclusão vai refletir exatamente o que recebe…

 

Por Pathy Bertão, ou simplesmente a mãe que vai sim e sempre que necessário gritar aos quatro ventos que a inclusão vai além de apenas um sorriso e uma passada de mão na cabeça. Inclusão é respeito, amor e acolhimento!

 

 

 

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