Insta Stories, espere que estou te aprendendo!

Sou só eu, ou você também se sente um bicho esquisito quando o assunto é enfrentar as mídias sociais atuais? Diga-me por favor que não estou sozinha! Entre o Orkut e o Instagram Stories acho que envelheci bons anos, tem como aprender a naturalidade de tudo isso?

Sou do tempo em que no tempo livre não se fazia nada. Em que para a foto, apenas sorriamos.  Em restaurantes, comiamos. Nos mercados, fazíamos compras. Quando passávamos por uma flor, apenas admirávamos e se caia o dente de leite do filho, o comunicado chegava no máximo até os avós.

Foi indo despacito… a vida foi virando pública, até que escancarou. E eu admito, não estou conseguindo acompanhar.

Hoje é tudo diferente, muito diferente. Eu que me sentia bem antenadinha, tenho dado umas belas patinadas. Meus posts são freados pela minha autoestima, pela vergonha minha e alheia, mas principalmente pelo timing, quando vejo já passou, não postei.

Queria encontrar a tal da naturalidade. Crise da idade, querer ser cool, sem ser ridicula. Tem muita gente que faz isso com os pés nas costas, cool eu digo!

Pelo que vi é mais ou menos assim:

– Conversar sozinha com a câmera dentro de lugares públicos. Me sinto uma louca, tem técnica?

– Fazer carão e carinha nas fotos? Neste acho que vou preferir continuar apenas sorrindo.

– Marcar os lugares que gosto. Ah, isto eu consigo, heim! Ufa… 1 down!

– Enfrentar a câmera sem maquiagem e com a roupa que for. Tenso. Filtro talvez.

– Tirar foto no espelho da academia, vejo que é prática comum. Para começar, tenho que me matricular em uma.

– Erguer o queixo, escolher a melhor luz, arrumar o cabelo, … dicas?

-Só postar em momentos de festa e alegria já vi que me deixa com fama de vida loka, festeira e alcoólatra.

– Mostrar que rotina e felicidade vão além do salão de beleza, do look do dia e do restaurante top, rola? Também lavo louça, faço tarefa com os filhos, penduro roupas no varal… Que desinteressante, será? Eu curto, posto?

Por Cintia Almeida, que tenta se atualizar quando acredita que privacidade seja o New Black que esteja por vir. Continuo tentando?

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