Carta de amor de um profeta

Nesta semana a modelo Gisele Bundchen está lançando o livro Aprendizados. Uma mistura de autobiografia com lições que ela foi aprendendo ao longo de sua vida. Leitura rápida, gostosa e fácil. Eu particularmente gosto de biografias. Acredito que não há vida que não seja interessante e que não nos ensine algo.

Mas neste texto não queria fazer uma resenha ou deixar uma opinião. Queria trazer à vocês algo que ela compartilhou e que coincide muito com  meu ponto de vista. A visão sobre o casamento, sobre sermos um sem nunca deixar de sermos dois.

“Vocês nasceram juntos, e para todo o sempre assim devem ficar

Juntos quando a asa branca da morte seus dias dissipar

Sim, até na memória silenciosa de Deus irão se conservar

Porém, que em sua proximidade haja espaços vazios

E que os ventos dos céus passem entre seus corpos a dançar

Um ao outro se amem, mas não façam do amor uma prisão

Que ele seja um mar em movimento entre as praias de suas almas

Encham de cada um a taça, mas não bebam apenas de uma

Deem um ao outro pão, mas não comam do mesmo pedaço

Cantem, dancem juntos e se alegrem, mas permitam ao outro ficar só

Ainda que separados, as cordas do alaúde vibram a mesma canção

Deem seus corações, mas não para o outro guardar

Pois apenas a mão da Vida pode seus corações conter

E permaneçam juntos, mas não próximos demais

Pois afastados os pilares de um templo permanecem

E na sombra do outro, o carvalho e o cipreste não crescem.”

Poema da obra O Profeta, de Khalil Gibran. Maneira única, linda e profunda de nos fazer lembrar que somos donos de nossa própria vida, de nossas próprias vontades. De que o amor está aqui para nos completar, nos fazer felizes e nos ensinar. Não nos anular.

Beijos, Cintia

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