“Industrialização da Esperança”

Nem deu tempo de esperar e ele chegou: DEZEMBRO! Bate aquele desespero de correr atrás e de fazer acontecer o que até agora não aconteceu. Hora de começar a fazer o nosso balanço, porque em maior o menor grau, bem lá no fundo, todos fazemos! A gente faz listas e mais listas, estabelece meta, indicadores e até faz planejamento estratégico para alcançar os objetivos.

Esse é um exercício comum que com intensidade maior ou menor aplicamos às nossas vidas todos os dias do ano. Porém, o final de ano tem um peso maior nesse balanço geral da contabilidade das nossas vidas.

É ai que entra nossa inteligência para não cair no desespero. Inteligência de olhar para trás e fazer a limpa do que não queremos levar daqui para frente, do que não nos serve mais, daquilo que já não nós cai bem… Para isso, faxinas são necessárias, decisões devem ser tomadas, medos enfrentados, substituição de desejos, resistências quebradas… para podermos seguir adiante. As vezes, olhar para trás requer um certo ato de coragem, para mudar o que for necessário.

Isso exige, muitas vezes, que deixemos de olhar para o retrovisor da nossa vida para encarar o horizonte das trezentos e sessenta e cinco possibilidades e cafés, que nos aguardam pela frente.

E assim seguimos. Para uns sobra expectativas e esperança e para outros esse período representa stress, ansiedade e até um certo medo dessa contagem regressiva, pois põe em check o balanço anual de nossas conquista e fracassos, do que foi e do que estar por vir. Isso mesmo, muitos ítens da nossa listinha, fracassaram… Não se apavore se o saldo for diferente daquilo que  buscava! Fora isso tudo, ainda tem uma certa cobrança social pelo sucesso,  estar feliz e fazer novos planos.

Carlos Drummond de Andrade diz que nesta época do ano ocorre  a “industrialização da esperança”, é necessário ter esperança, pois o último dia do ano, não é o último dia do tempo. Outros virão. E com ele todas as possibilidades para você correr atrás e realizar o que deseja.

“Quem teve a ideia de cortar o tempo em fatias, a que se deu o nome de ano, foi um indivíduo genial”, escreveu Drummond. “Industrializou a esperança, fazendo-a funcionar no limite da exaustão. Doze meses dão para qualquer ser humano se cansar e entregar os pontos. Aí entra o milagre da renovação e tudo começa outra vez com outro número e outra vontade de acreditar que daqui para adiante vai ser diferente.”

Carlos Drummond de Andrade

Por Mari, que é movida a esperança e AMA a genialidade do Carlos Drumond de Andrade.

 

 

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