Alguém disse Autismo?

Amanhã dia 02 de Abril é o Dia Internacional da Conscientização do Autismo, e eu sempre abraço esta causa por duas grandes razões, Felipe e Frederico. Meus filhos.

Quando o Felipe tinha 2 anos, a escola nos chamou para uma reunião. Parecia que o chão estava lotado de ovos que não podiam ser pisados e as frases só faltavam ser codificadas. Juntei os dados, processei e concluí – Estão me mandando procurar um especialista pois acreditam que meu filho é autista! E agora???? Começo por onde???? Comecei…

Entre aquela reunião e hoje, muita coisa rolou… dezenas de especialistas, dúvidas, pesquisas, choros, alegrias, terapias, um novo filho, um novo diagnóstico, certezas e incertezas.

Duas crianças, características completamente distintas que levam para um mesmo diagnóstico Autismo Leve, no caso deles Síndrome de Asperger, um termo aposentado mas que para mim foi como receber uma cartilha para entendê-los.

O leque de características que levam ao Diagnóstico do Autismo é tão, tão, tão grande que nos confunde, nos deixa dúvidas, nos faz achar que podemos estar procurando pelos em ovos.

E dentro de minha singela experiência como mãe, deixo apenas 1 conselho:

– A qualquer suspeita (sua ou de qualquer pessoa), por menor que seja, procure um especialista. Por mais que pareça uma ideia absurda. Intervenção precoce é fundamental.

Pode ser que não seja nada e o tempo trabalhe no que te levou a suspeitar. Pode ser que realmente seja Autismo. E se este for o caso, trabalhar as características só trará benefícios para o desenvolvimento e futuro deles.

Suspeitar dói? Dói. Viver num mar de dúvidas dói? Dói. É fácil? Não. Dá trabalho? Dá. Mas não mata, não engorda, nos faz crescer. Afinal, quem disse que ser mãe seria tarefa fácil?!

Beijos, Cintia, que só faz um pedido… a qualquer suspeita… procure ajuda!

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