Vamos ensinar nossos filhos a enfrentarem seus medos!

 Vamos ensinar nossos filhos a enfrentarem seus medos!

Ouvi essa frase semana passada (Leo Fraiman, professor e psicoterapeuta no programa Pânico na Jovem Pan – 26/03/2019) e gostei muito. Talvez eu não soubesse ainda, mas eu precisava ouvir “com letras garrafais”. Ela ficou martelando em minha cabeça quase como um mantra. Medos todos temos. Cada pessoa lida da sua forma. Afasta, repele, enfrenta ou simplesmente ignora. Nossos filhos não são diferentes. E como pais somos exemplos vivos deles. Precisamos ensiná-los a enfrentarem seus medos e angústias.

Sou mãe confessa do tipo “galinha choca”, que adora colocar os filhos embaixo de suas asas. Porém, já algum tempo venho revendo os meus conceitos de proteção, uma vez que não vou conseguir estar grudada em minhas filhas o tempo todo e elas nem vão querer isso. Elas precisam de espaço.

De tempos em tempos, vemos novos “monstros” criados e fazendo barulho. Quem não se lembra da   “loira do banheiro”, “Maria sangrenta”, “o homem do saco” e agora a tal “Boneca Momo”. Esses medos e monstros não aparecem só na infância. Aparecem em toda a nossa vida. Muda o formato e como nos afeta.

Não precisamos esconder coisas ruins do mundo de nossos filhos embaixo do tapete e criar um mundo cor de rosa que não existe. E cá entre nós, acredito que seria chato demais viver entre pôneis coloridos, unicórnios, fadas e estrelinhas brilhantes.

O fato é que precisamos criar filhos fortes que saibam enfrentar esses medos. O problema não é sentir o medo. Isso é saudável. É como lidar com ele. Aprender e enfrentar. Somos o porto seguro de nossos filhos.

Como mãe, tenho esses conflitos internos:

·    De proteger, mas não ”super- proteger”.

·    De cuidar, mas não criar dependência.

·    De colocar o mundo à frente delas, mas que saibam que se quiserem e precisarem podem voltar para o meu colo, sem ser fraqueza e sim pelo amor.

Saber:

·    Lidar com frustrações, “sofrer” e dar a volta por cima.

·    Acolher na hora certa é dar amor infinito. Mas que acolher além da conta pode não ser o melhor caminho.

·    Que a ausência de limites pode causar um estrago enorme e podemos criar adultos sem limites e que são sabem lidar com seus revezes. Nossos filhos precisam de limites.

·    Que excesso tem como consequência a falta em tudo que fazemos.

Mostrar que:

·    Os medos estão aí para sempre respeitados, mas que podem ser vencidos a seu tempo e sua hora.

·    Que as angústias podem se transformar em conquistas.

Ensinar:

·    Com delicadeza e força. Se não fizermos, fará a vida de forma dura e sem amor.

·    A importância das raízes, mas que abrir asas e voar é maravilhoso.

·    Que medos podem ser vitórias e gargalhadas algum tempo depois.

Já fomos crianças e crescemos. Hoje nossa missão é orientar, amar, ensinar e transformar nossos filhos em pessoas autônomas. Cada um dentro de suas possibilidades. Porém não cabe a nós, país, limitar seus sonhos e o seu arriscar.

Não podemos programar, gerir a vida deles. Somos apenas seus coachers e podemos ensiná-los a viver com tudo que a vida tem: medos, fracassos angústias, alegrias, riso fácil, choros, perdas e ganhos. Soltamos aos poucos a corda de sobrevivência e deixamos ir. Ficamos na espreita, observando, na torcida.

Frase do dia: “Se cair do chão não passa”! Só estenda a mão e ajude a levantar!

Ame, dê confiança e não ter medo de cortar o cordão umbilical.

Mãeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeeee Pathy Bertão!

 

 

 

 

 

 

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