Vinho, culpado ou inocente?

Vinho, culpado ou inocente?

Dizem que o vinho é companheiro de todas as horas… Nas boas, para comemorar e nas não tão boas assim, para afogar as mágoas.

Dizem também que é tônico da juventude…

Outros, que se trata de um elixir de coragem, empoderamento…

Campeão das desculpas mais deliciosas e cortina de fumaça para as palavras que você jura que não queria dizer…

Companheiro de bons garfos…

Trafega nas rodas de amigos sem a menor cerimônia. E cai como uma luva num encontro à dois… Entornar a taça devagarinho… e embebendo os lábios aveludados…

Quanta confidência ele esconde… Quantos segredos ele absorve… Quantas coincidências…

Parcerias no silêncio…. apenas o balançar do líquido intenso dançando nas taças…

Sua cores vibrantes, quentes ou brilhantes…. Tanto faz…. É no seu sabor que nos rendemos… nos deixamos seduzir e saborear…

Cheio de nuances e contrastes!

Ele é culpado…

Ele é inocente…

Ele é testemunha…

Ele chega a ser indecente…

Democrático… Sem estação definida… Sabe refrescar, sabe aquecer… sabe fazer delirar…

Não importa a sua safra…. Não importa a Cepa…. importa o quanto encorpado ele está para você… Mesmo que suave e delicado….

Ah, senhor Vinho, culpado ou inocente?

Sem veredito… Vilão e Mocinho…

Só não esqueça de um detalhe… Normalmente é você quem coloca o vinho em sua taça ou o leva até a sua boca….

Por Pathy…. só Pathy….

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