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Outubro Rosa: Ana Lúcia Mayer - Vem que a gente explica!

Outubro Rosa: Ana Lúcia Mayer

Hoje nossa amiga Ana Lúcia Mayer vai nos da um lindo e emocionante depoimento sobre como venceu o câncer. Confira!

Era para ser um dia como todos os outros, mas, ao tomar banho, notei um pequeno caroço em minha axila direita. A partir deste momento, minha vida tomou um outro rumo. Marquei uma consulta emergencial com minha médica e marcamos uma mamografia e ecografia para os próximos dias, quando veio o diagnóstico.

Meu mundo já havia desabado, minha vida estruturada estava desmoronando. E eu só pensava em como minhas filhas na época com 9 e 13 anos sofreriam se eu partisse. Sim, quem recebe um diagnóstico de câncer, sempre acha que vai morrer!

Antes de começar o tratamento, foram muitos exames, cirurgia, inúmeras consultas. O coração vai se acalmando e aquela força que eu não sabia que tinha tomou conta de mim, do mesmo modo a fé em Deus e em Nossa Senhora se tornaram muito presentes em minha vida.

Assim, comecei as inúmeras sessões de quimioterapia e, com elas, a materialização da doença: a perda do cabelo – exatos quinze dias depois, o cabelo começa a cair. Para não haver sofrimento, eu, junto as minhas filhas, raspamos, no banheiro de casa, de maneira lúdica. Eu com um sorriso no rosto, mas destruída por dentro. Foi neste momento que a ficha caiu. Estou doente! Apesar disso, eu já tinha decidido não me entregar: fui à luta. Para cada quimioterapia, um lindo lenço, uma maquiagem, um sorriso no rosto e nada de ficar me lamentando. Haviam casos bem piores que o meu.

Em todo tratamento, que durou cerca de um ano e meio, minhas filhas nunca me viram de pijama pela casa. Todos os dias de manhã, levantava, tomava banho, colocava uma roupa legal, um belo lenço e se estivesse bem ia buscá-las na escola.

Depois, vieram as sessões de radioterapia e, com elas, as terríveis queimaduras na pele, o cansaço e as dores no corpo. Mas, como disse, eu tinha decidido não ficar lamentando. Acordava mais cedo, me dirigia ao Parque Barigui, e caminhava. Depois, eu ia fazer a sessão de rádio. Se sentia o cansaço e as dores no corpo que todos reclamavam? Não, não sentia. Me sentia reenergizada.

No período do tratamento, perdi algumas amigas para essa doença, pessoas especiais. Foi muito triste e sofro com a saudade, foram pessoas preciosas que passaram na minha vida.

O que eu aprendi com essa doença? A valorizar quem e o que realmente importa.

ANA LÚCIA MAYER

Agradecemos muito a você por sua disponibilidade, carinho e muita empatia.

Forte abraço do VQGE!

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